Operação Wi-Fi apura desvio de recursos públicos para financiar filme sobre Bolsonaro produzido pela mesma empresária
Segundo a investigação, há suspeitas de fraude na licitação e na execução de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a empresa e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O acordo projetava a instalação de 5.000 pontos de Wi-Fi gratuito em vias públicas da capital paulista.
De acordo com a Polícia Civil, existem “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” entre o instituto e a produtora cinematográfica. Os investigadores apuram se recursos públicos repassados ao ICB foram desviados para custear a produção de “Dark Horse”.
Flávio Bolsonaro falou sobre a operação durante um compromisso político no Rio de Janeiro. Estava acompanhado do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL-RJ). Ele negou qualquer relação entre a investigação e o filme sobre seu pai.
A operação é realizada depois da Polícia Civil solicitar à Justiça acesso aos dados financeiros de Karina Gama e da Go Up Entertainment. A investigação também analisa movimentações financeiras envolvendo contratos firmados pela empresa com a Prefeitura de São Paulo.
Em nota, a prefeitura informou que “colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações” e que “todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município”.
🚨 OPERAÇÃO WI-FI: PF investiga contrato de R$ 108 mi e suposta ligação com filme sobre Bolsonaro
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada nesta segunda-feira (01/06), colocou sob os refletores o contrato de instalação de internet pública na capital paulista e a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entenda os principais pontos do caso:
O Alvo: A Operação Wi-Fi investiga o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a produtora Go Up Entertainment, ambos ligados à empresária Karina Ferreira Gama.
A Suspeita: A polícia apura se houve fraude em um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de SP para instalar 5.000 pontos de Wi-Fi gratuito. Os investigadores suspeitam de "confusão patrimonial" e de que recursos públicos possam ter sido desviados para financiar o documentário "Dark Horse", que narra a trajetória de Jair Bolsonaro.
O que diz Flávio Bolsonaro: O senador e pré-candidato à Presidência negou categoricamente as acusações, afirmando que a operação “não tem nada a ver” com o filme sobre seu pai.
O que diz a Prefeitura de SP: Em nota, a gestão de Ricardo Nunes informou que está colaborando integralmente com as investigações e que todos os dados solicitados já estavam disponíveis publicamente na prestação de contas do município.
📈 Cenário Político: O desdobramento da investigação promete mexer com os bastidores políticos, dado o envolvimento de nomes centrais do PL e da gestão municipal de São Paulo.
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Não tem nada a ver com o filme, diz Flávio sobre operação contra produtora
O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse que a operação da Polícia Civil, que mirou a prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira (1º), "não tem nada a ver com o filme" "Dark Horse", sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação apura um possível elo entre a gestão e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), cuja dona é Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa.
"Daqui a pouco a gente fala, vamos só esperar a apresentação. Não tem nada a ver com o filme", disse o senador na chegada do evento Projeto Prisma-RJ.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital verifica eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, no contexto do programa WiFi Livre SP.
As investigações apontaram "possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira". Isso porque o cronograma original visava a entrega de 5.000 pontos de conectividade até junho de 2025, mas houve a instalação de apenas 3.200 pontos.
À Noticias sem censura, a prefeitura disse que colabora com as investigações e que "segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações". Em nota, a administração também afirmou que o material requisitado nesta segunda-feira (1º) já havia sido encaminhado às autoridades.
"Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade", completa o comunicado (veja na íntegra abaixo).
Já o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou à reportagem que os detalhes da investigação não são condizentes com a realidade. "A matéria diz que foi contratado e pago 5 mil pontos, não procede. Poderia chegar a 5 mil, mas foi contratado e pago 3.200", pontua.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes também nega irregularidades no contrato do programa Wi-Fi Livre Comunidades, alvo da Operação Wi-Fi Livre. Fontes do alto escalão da Prefeitura de São Paulo afirmaram à noticia sem censura que a administração municipal contesta os principais pontos que embasam a investigação e sustenta que o serviço contratado está sendo efetivamente prestado.
Segundo essas fontes, o contrato previa a instalação de 3,2 mil pontos de acesso à internet gratuita, número que teria sido integralmente executado. A gestão municipal afirma que há uma diferença entre a quantidade efetivamente contratada e uma previsão de expansão do programa, que poderia alcançar até 5 mil pontos em etapas futuras.
A CNN tenta contato com a produtora e o instituto. O espaço está aberto para manifestação.
Nota da Prefeitura de São Paulo
"A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município.
A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://institutoconhecerbrasil.org.br/wifilivrecom. por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade.
A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Municípío (TCM) A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês."

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